Avançando alguns dias, nos encontramos nos Jardins Gulbenkian. Não a versão barulhenta e turística de Lisboa, mas aquela onde o ar é mais fresco, as folhas abafam o barulho da cidade e cada esquina esconde um banco ou um arco que pede para ser fotografado. Eles escolheram esse lugar porque é o canto deles — um lugar onde já passearam antes, não algum “lugar bonito” aleatório do Google.
Eles vieram sem expectativas. Sem painéis do Pinterest, sem “queremos essa pose exata.” Apenas... curiosidade. E isso é perfeito, porque as melhores sessões são basicamente longas caminhadas onde a câmera acompanha. Nós vagamos sob túneis verdes de folhas, parando sempre que a luz fazia algo interessante — como aquele momento em que o sol baixou e cortou os galhos, iluminando o cabelo da Marta como se fosse de propósito.
Eles não estavam rígidos. Na verdade, esqueça isso — no começo, houve um pouco de rigidez (sempre há). Mas cinco minutos depois, algo mudou. Dinis se aproximou sem que eu precisasse dizer nada. O riso da Marta deixou de ser o “ha-ha” educado e se transformou naquele que enruga o nariz dela. Eu mal disse algo depois disso, apenas me movi silenciosamente e capturei os momentos entre.
No final, eles me disseram que foi fácil. Leve. Como se tivessem apenas saído para uma caminhada e, de alguma forma, terminado com cem pequenas memórias no bolso. É quando eu sei que funcionou — quando as fotos são apenas a prova de uma boa tarde, não a razão para ela.












































































